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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Um dia na pele de Julieta

Hoje vou contar-vos uma história.

Era uma vez uma senhora. Essa senhora chamava-se Julieta. Era p*ta. O seu patrão chamava-se Carlinhos. O Carlinhos era chulo. Certo dia, a Julieta acorda, toma o seu banho matinal e vai até ao café da esquina: “É um café e um pastel de nata se faz favor…” ao que o empregado responde: “É para comer já ou para ‘levar no pacote’?” e esboçando um sorriso, mostra os seus dentes podres tipo teclado de piano. Esquecendo o insulto, Julieta dirige-se à máquina de tabaco e compra um SG Light. De cigarro nos queixos, passa no Jardim do Arco do Cego. Ao passar ouve: “Com uma calçadeira, até os c*lhões entravam!”. Julieta tirou os óculos. O trolha caíu. Morte imediata. Julieta não era propriamente bonita. Almoçou com o Carlinhos. Saíu de lá de casa com um olho roxo. Pôs os óculos. Lanchou com as amigas. Julieta não tinha amigas. Lanchou sozinha. Uma chamuça e uma cerveja. Era uma “Green”. Foi até ao local de trabalho. Mascava pastilha. Aviou 4 velhos que mal punham a pila de pé. A cama do Motel não era nada confortável. Não lhe doeu. Julieta era bastante dilatada. Foi para casa. Estava com comichão. Tomou banho. Deitou-se. Dormiu.

Moral da história. Ser p*ta é difícil, mas ser trolha é muito pior.